Ontem no Público vem publicado uma entrevista com o João Almeida, presidente da juventude popular. A grande preocupação deste jovem popular é que a presença masculina e feminina são essenciais na formação da criança. Note-se que presença masculina e feminina também inclui famílias ao estilo ettore scola em feios, porcos e maus com muito alcoolismo e pancadaria na mulher e nos putos. Mas isso já não é tão preocupante para o João.A minha opinião é a seguinte: Enquanto o PP for um partido moralista e não for um partido verdadeiramente Milton Friedmaniano do tipo “só pensamos no lucro e na economia, enquanto a moral é do foro privado das pessoas”, não vão longe!
Existem certamente empresários, investidores stock brokers, yuppies que são homossexuais, lésbicas, que gostam simplesmente de praticar o Kama Sutra em liberdade, ou que já interromperam voluntariamente a gravidez. Em suma: que não são meninos da catequese. Contudo, não se identificam propriamente com o BE, com o PS e muito menos com o PC em termos de intervenção do estado na economia. Agora, também não se podem identificar com os partidos da Direita Portuguesa que lhes estão constantemente a “castrar” o seu comportamento em nome de uma pretensa moral (a menos que sejam falsos e defendam publicamente uma moral, mas pratiquem outra).
O facto é que a direita portuguesa está sempre a dar aquela seca da moral conservadora, da família, dos costumes, do sexo para a procriação, etc.
É pois bem feito, Sr. Paulo Portas, que existam mais trotskistas do que conservadores neste país, porque ao menos os primeiros não se metem nos assuntos domésticos das pessoas, a menos (lá está) que haja “porrada” na mulher e nos putos... Curiosamente é nesses assuntos que os conservadores dizem: "em briga de marido e mulher não se mete a colher"
Um abraço anarquista.

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