
Meu querido amigo Pedro. A ideia dos super heróis era apenas uma fórmula que julguei imaginativa, original e inovadora para um blogue sobre política. Blogues sobre política há milhões. E com as imagens do costume ainda mais. Mas um blogue de frente a frente ideológico com personagens de BD seria absolutamente inédito. A política a ideologia são tradicionalmente cinzentas. Os personagens de banda desenhada são coloridos. Têm cores fortes e vivas Fariam um contraste interessante entre o texto e a imagem, para além de conferirem um leve toque de humor e de despretensão ao texto. Nada mais. Mas não sendo dono do design do blogue não mexo mais na ilustração dos teus posts.
Quanto às acusações que me formulas respondo apenas àquela que vale a pena. A de que os super-heróis são um mito ao gosto dos esquerdistas. «A expressão primária do desejo de que uma entidade exterior ao indivíduo o proteja contra os males da vida quotidiana». Nada mais falso. Os super heróis, tradicionalmente, sempre defenderam os valores mais tradicionais da sociedade e aqueles mais caros à Direita. São castos, não são gays. Não olham a meios para atingir os fins. Acreditam no castigo imediato dos vilões e não creem na resocialização dos marginais. São apologistas da justiça directa e não acreditam em tribunais e direitos dos arguidos. Usam simbolos patrióticos nos seus fatos. Foram ao longo da história dos EUA (país que os criou) amigos da administração republicana e inimigos cronologicamente dos nazis, dos vermelhos (soviéticos e chineses) e nos nossos dias dos terroristas islâmicos. Defendem a propriedade, mais do que a justiça social. Apenas alguns autores a partir de finais dos anos 80 (e.g. Alan Moore e Frank Miller) conferiram uma dimensão socialmente mais madura aos super-heroís.
Um outro ponto. Não confundir esquerda (por favor) com burocracia. E muito menos o anarquismo que nem reconhece a soberania dos Estados com burocracia. Aliás o monstro da burocracia lusitana foi criado eventualmente pelo grande pai da direita do séc. XX. O Prof. Oliveira de Salazar, campeão do centralismo institucional e da concentração de poderes. Por outro lado, a burocracia de que Kafka (um anarca) se queixa não é a burocracia do estado social (que na altura não existia, pois na Europa o Estado Social só se ergue após a segunda guerra mundial). A burocracia que Kafka ironiza é a burocracia do estado todo poderoso, policial e repressor. Sem direitos e garantias dos cidadãos.
E por hoje me fico,
Saudações anarquistas
Quanto às acusações que me formulas respondo apenas àquela que vale a pena. A de que os super-heróis são um mito ao gosto dos esquerdistas. «A expressão primária do desejo de que uma entidade exterior ao indivíduo o proteja contra os males da vida quotidiana». Nada mais falso. Os super heróis, tradicionalmente, sempre defenderam os valores mais tradicionais da sociedade e aqueles mais caros à Direita. São castos, não são gays. Não olham a meios para atingir os fins. Acreditam no castigo imediato dos vilões e não creem na resocialização dos marginais. São apologistas da justiça directa e não acreditam em tribunais e direitos dos arguidos. Usam simbolos patrióticos nos seus fatos. Foram ao longo da história dos EUA (país que os criou) amigos da administração republicana e inimigos cronologicamente dos nazis, dos vermelhos (soviéticos e chineses) e nos nossos dias dos terroristas islâmicos. Defendem a propriedade, mais do que a justiça social. Apenas alguns autores a partir de finais dos anos 80 (e.g. Alan Moore e Frank Miller) conferiram uma dimensão socialmente mais madura aos super-heroís.
Um outro ponto. Não confundir esquerda (por favor) com burocracia. E muito menos o anarquismo que nem reconhece a soberania dos Estados com burocracia. Aliás o monstro da burocracia lusitana foi criado eventualmente pelo grande pai da direita do séc. XX. O Prof. Oliveira de Salazar, campeão do centralismo institucional e da concentração de poderes. Por outro lado, a burocracia de que Kafka (um anarca) se queixa não é a burocracia do estado social (que na altura não existia, pois na Europa o Estado Social só se ergue após a segunda guerra mundial). A burocracia que Kafka ironiza é a burocracia do estado todo poderoso, policial e repressor. Sem direitos e garantias dos cidadãos.
E por hoje me fico,
Saudações anarquistas

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