Lucy in the Sky with Diamonds
(essa música fantástica do folclore Marroquino, tocada com adufe).
O meu amigo Adalberto é, de facto, um homem de esquerda. Nota-se não tanto por aquilo que escreve, mas pelo que aquilo que escreve desvenda da sua forma de olhar o mundo. O Adalberto é um lírico. Um sonhador. De resto, como a mais bem intencionada esquerda. É por isso que eu gosto tanto deles. Não sei se já aqui o afirmei, mas acho que tenho mais amigos de esquerda que de direita. E é por serem como são que eu gosto tanto deles (e neste particular, do Adalberto). É que sem poder não são perigosos e, enquanto assim, tornam o nosso dia-a-dia mais colorido. É claro que sabemos que aquilo é mera ficção e negação do real, mas é também verdade que chega a ser aprazível.
Mas vejamos melhor, o Adalberto quer fazer-me crer que Portugal estará mais perto da cultura do Magreb que daquilo a que chama o “mito” da civilização europeia. Fala de Marrocos, essa portentosa potência cultural e civilizacional, onde pontificam, entre os seus pensadores, alguns autores de algumas das obras fundacionais mais marcantes da nossa forma de pensar: El Al Shakespear, Moahamed Cervantes, Ali Mustafa Lavoisier, Galileu Al Rafa, Al Newton Basir, e tantos outros! Depois fala na Iraniana Marjane Satrapi, como que dizendo, uma vez mais, que as suas referências culturais e civilizacionais estão fora do ilusório perímetro do “mito” civilizacional europeu. Ora a Iraniana Mariane Satrapi não estudou no liceu francês, não assistiu e não se revoltou contra a castração dos direitos civis no Irão (esse país tão superior ao “mito” civilizacional europeu e muito mais parecido connosco que a França ou a Espanha), não foi estudar para Viena de Áustria aos 14 anos, não vive em Paris, nem tem uma coluna no The New York Times.
Meu querido Adalberto, assim, de repente, de Marrocos, só me lembro do Said Aouita, vencedor da medalha de ouro dos 5000 mt nos Jogos Olímpicos (essa outra grande herança do mundo árabe) de Los Angeles em 1984. E desafio-te a indicares um nome árabe, que seja marcante da “nossa” forma de pensar, por cada 100 nomes europeus que ajudaram a erigir o legado cultural do Ocidente.
É que sabes… entre os efeitos do LSD e a realidade vai uma distância tão grande como a que separa os valores do mundo Ocidental do mundo Árabe.
Mas vejamos melhor, o Adalberto quer fazer-me crer que Portugal estará mais perto da cultura do Magreb que daquilo a que chama o “mito” da civilização europeia. Fala de Marrocos, essa portentosa potência cultural e civilizacional, onde pontificam, entre os seus pensadores, alguns autores de algumas das obras fundacionais mais marcantes da nossa forma de pensar: El Al Shakespear, Moahamed Cervantes, Ali Mustafa Lavoisier, Galileu Al Rafa, Al Newton Basir, e tantos outros! Depois fala na Iraniana Marjane Satrapi, como que dizendo, uma vez mais, que as suas referências culturais e civilizacionais estão fora do ilusório perímetro do “mito” civilizacional europeu. Ora a Iraniana Mariane Satrapi não estudou no liceu francês, não assistiu e não se revoltou contra a castração dos direitos civis no Irão (esse país tão superior ao “mito” civilizacional europeu e muito mais parecido connosco que a França ou a Espanha), não foi estudar para Viena de Áustria aos 14 anos, não vive em Paris, nem tem uma coluna no The New York Times.
Meu querido Adalberto, assim, de repente, de Marrocos, só me lembro do Said Aouita, vencedor da medalha de ouro dos 5000 mt nos Jogos Olímpicos (essa outra grande herança do mundo árabe) de Los Angeles em 1984. E desafio-te a indicares um nome árabe, que seja marcante da “nossa” forma de pensar, por cada 100 nomes europeus que ajudaram a erigir o legado cultural do Ocidente.
É que sabes… entre os efeitos do LSD e a realidade vai uma distância tão grande como a que separa os valores do mundo Ocidental do mundo Árabe.


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