domingo, abril 02, 2006

O patrão da Sonae é visto em Portugal como uma espécie de mago do capitalismo. Veio do nada e construiu o maior património na actual lusitânia. Contudo pergunto apenas o seguinte. O que trouxe este capitalista de novo à economia internacional? Parece-me que atravessando a fronteira nenhuma empresa do grupo Sonae têm qualquer espécie de reconhecimento. Nenhum cidadão de badajoz ou da corunha ouviu falar na Sonae. Nada de novo trouxe à economia. Nada de inovador. Nada digno de suscitar o mínimo interesse a um comum estrangeiro, para comprar um bem ou serviço made in Sonae. Nenhuma patente internacionalmente reconhecida foi criada. Grupos económicos poderosos donos de Hipermercados, Bancos, Telecomunicações, Media e Construção Civil existem em todos os países do mundo desde os mais ricos aos mais miseráveis. Agora patentes, marcas registadas, criatividade, inovação científica e tecnológica empresarial é só para alguns...
Nos antipodas deste exemplo temos, na Galiza (uma das regiões mais pobres de espanha) o grupo Inditex. Este grupo é dono das marcas Mango, Zara, Berskha, Massimu Duti e Stradivarius. Marcas e patentes reconhecidas de Auckland a Brasília. De Tóquio a Paris. Aliou o design inovador à informação em tempo real aos designers dos modelos que mais estavam a vender em cada loja espalhada pelo mundo. Inovou e com agressividade empresarial conquistaram o mercado em todo o mundo. Creio que este pequeno exemplo serve também para ilustrar as diferenças entre Portugal e a Galiza (nem sequer comparo com Espanha) em matéria de empreendedorismo.

Saudações amigas,
O vosso anarquista,