Numa coisa (em mais, mas pelo menos nesta é evidente) estamos de acordo: uma imagem vale mais que mil palavras. E a imagem que escolheste para ilustrar o teu post de resposta à questão dos super-heróis é particularmente esclarecedora. Um altivo “professor” de dedo espetado e colete… vermelho! Registo a “lição”, concordo com algumas coisas, mas parto imediatamente para o que interessa: as alfinetadas e os esclarecimentos sobre as nossas reais discordâncias e não sobre as ficções esquerdistas das nossas divergências.
Sabes que gosto dos Estados Unidos (gosto, de resto, globalmente, do Ocidente). E folgo em ver que, na tua tentativa de, subliminarmente, maldizeres os super-heróis maldizendo uma certa american way of thought, acabas por lhes reconhecer méritos incontornáveis: nomeadamente o de sempre terem estado contra o totalitarismo e as tentativas de aniquilamento do indivíduo, viessem essas tentativas dos vermelhos, dos nazis ou dos fundamentalistas islâmicos. É, por si só, um bom princípio!
Quanto a essas coisas que dizes sobre os valores “mais caros à Direita” e sobre a caricatura que lhe fazes, nomeadamente os da castidade, o de não olharem a meios para atingir os fins, o de não acreditar nos tribunais e no direito dos arguidos, o considerar o campónio (a quem chamas, estranhamente, usando uma deferência que espanta, de Prof. Oliveira Salazar) como o pai da Direita portuguesa, etc. e tal, nem sei que te diga… pareces os self-righteous do Bloco a quem tudo o que não cheira a charro e a cobóiada homossexual cheira a mofo e a fascismo. Ora “como sabes que eu sei” que tu não és assim e como eu “sei que sabes” que eu não sou assim, conversaremos mais detalhadamente sobre um pano de fundo menos caricatural.

1 Comments:
Não é um professor. É o Presidente da Câmara de Champignac. Personagem criada por Franquin, autor do Spirou, Fantásio e Marsupilami...
Enviar um comentário
<< Home