
Re:
Bom, pelo andar da carruagem, o Ad Al Berto Musfata ainda se vai pôr, insistindo em confundir o acessório com o essencial, a citar o grande poeta Ibne Mucane, esse inspirado trovador de origem árabe, que pela primeira vez, em toda a Europa, cantou os moinhos de vento. Por certo, na leitura do meu “infiel” amigo, este habitante da freguesia de Alcabideche, em Cascais, é alma maior que o próprio Cervantes, que só almejou o reconhecimento com a obra D.Quixote, por manifesto favor desse árabe superior.
O que o Ad Al Berto Mustafa parece querer olvidar é que a maior parte dos árabes contemporâneos que cita é gente educada e marcada pela cultura ocidental, que sem prejuízo do amor às suas origens, a olha, a protege e a difunde com o espírito dos homens livres do Ocidente.
Um Ocidente que, apesar de também marcado por alguns traços culturais de origem não europeia, erigiu uma civilização imperfeita em torno do primado da protecção dos direitos fundamentais e das liberdades dos cidadãos. Mesmo que estes sejam diferentes, mesmo que estes pensem de forma diferente, mesmo que estes tenham outras origens. Uma civilização que tem consciência das suas imperfeições e dos seus erros. Uma civilização que tem e sabe que tem no seu seio gente intolerante e persecutória das diferenças. Mas, acima de tudo, e, sobretudo, acima do lado do mundo que o Ad Al Berto Mustafa parece querer branquear, persegue e pune com os menos imperfeitos instrumentos de Justiça que a História conheceu todos aqueles que não cumprem esse primado.
O que o Ad Al Berto Mustafa parece querer olvidar é que a maior parte dos árabes contemporâneos que cita é gente educada e marcada pela cultura ocidental, que sem prejuízo do amor às suas origens, a olha, a protege e a difunde com o espírito dos homens livres do Ocidente.
Um Ocidente que, apesar de também marcado por alguns traços culturais de origem não europeia, erigiu uma civilização imperfeita em torno do primado da protecção dos direitos fundamentais e das liberdades dos cidadãos. Mesmo que estes sejam diferentes, mesmo que estes pensem de forma diferente, mesmo que estes tenham outras origens. Uma civilização que tem consciência das suas imperfeições e dos seus erros. Uma civilização que tem e sabe que tem no seu seio gente intolerante e persecutória das diferenças. Mas, acima de tudo, e, sobretudo, acima do lado do mundo que o Ad Al Berto Mustafa parece querer branquear, persegue e pune com os menos imperfeitos instrumentos de Justiça que a História conheceu todos aqueles que não cumprem esse primado.

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